Esta noite (21/06/2005) encontrei na periferia de São Paulo um homem revoltado que se queixava de sua situação
Ganhava pouco, tinha duas crianças para sustentar e morava em uma casinha simples de péssimas condições.
Enquanto “ouvia” suas queixas, com minha percepção, perscrutei nas redondezas e mostrei-lhe o exemplo de uma mulher que vivia próximo dele e que sozinha cuidava de três filhos pequenos,
trabalhava, ganhava muito pouco e para ajudar nas despesas, ainda sublocava parte de sua casa, de igual tamanho e condições, para outra família.
Ou seja, era uma situação ainda pior que a dele.
A realidade do exemplo próximo o fez “cair em si”
“É verdade!”
“E ela ainda divide a casa…” disse ele, agora mais conformado.
Dei a ele outros exemplos e situações ainda mais difíceis, mas parece que o que lhe causou maior efeito foi o exemplo próximo, pois estava ali, próximo dele, enquanto os outros pareciam exemplos
distantes.
Observem como podemos perceber e localizar pessoas, exemplos e situações, em caso de necessidade, quando estamos projetados.